Pedro Bandeira fala da carreira e das séries “Bicho Falante” e "Reinações da Garotada”, lançadas pela Tribos

Arquivo pessoal

Pedro Bandeira, nascido em Santos/SP, em 9 de março de 1942, é o autor de literatura juvenil mais vendido no Brasil. Em 1983 publicou seu primeiro livro "O Dinossauro Que Fazia Au-Au", voltado para as crianças, que fez um grande sucesso. Mas foi com "A Droga da Obediência", dirigido aos adolescentes, que ele considera seu público alvo, que se consagrou. Desde 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Ele garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que o jornalista é obrigado a estar preparado para escrever sobre quase tudo. Recebeu, entre outros, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1986 e a Medalha de Honra ao Mérito Braz Cubas, da cidade de Santos, em maio de 2012.

PNAE: Como se deu o início da atividade de escritor?

Pedro Bandeira: Desde muito jovem me iniciei no jornalismo e sempre vivi do que escrevia. Mas escrevi profissionalmente, seguindo pautas ditadas pelo editor. Passei por jornais e revistas, aprendendo a cumprir prazos de fechamento, a escrever tendo ou não a chamada “inspiração” e a escrever sobre assuntos que eu até desconhecia, pois esta é a tarefa do jornalista: pesquisar, sempre e sempre estar preparado para enfrentar a matéria que surgir.

PNAE: O que foi que te motivou a seguir nessa área?

Pedro Bandeira: Embora a faculdade que fiz tenha sido a de Ciências Sociais, minha profissão sempre foi a de escrever. Arrisquei o teatro e a publicidade, mas a feitura de textos sempre foi o que me sustentou e à minha família.

PNAE: Qual foi a sensação com o seu primeiro livro publicado “O dinossauro que fazia au-au”?

Pedro Bandeira: Eu nem esperava tornar-me um escritor. Como redator profissional, em uma editora de revistas de banca, comecei a redigir pequenas histórias para revistas infantis. Já tinha feito dezenas, que saíram em revistas de banca que têm vida efêmera, quando arrisquei fazer este livro. Logo em seguida saiu “A droga da obediência”, que se tornou um best-seller e daí me encantei com essa profissão e abandonei o jornalismo para viver somente de Literatura. Isso já há quase 40 anos!

PNAE: Quantas obras publicadas até agora?

Pedro Bandeira: Com as da Editora Tribos, já passei dos 130!

PNAE: Com tantos livros publicados, o que você sente quando um novo livro fica pronto?

Pedro Bandeira: Um novo livro é como um novo filho: sempre é mais engraçadinho do que os anteriores. Meus filhos e meus livros, depois de “lançados” vão viver suas vidas pelo mundo, livres e independentes, enquanto eu fico me preocupando com os novos, com os que eu ainda estou construindo, amamentando. No momento, por exemplo, estou fascinado com os 10 livros juvenis que sairão pela Editora Tribos. Nem tenho tempo de pensar nos anteriores, pois os novos é que precisam de todo o meu tempo e minha dedicação. E estes vão sair ainda mais bonitinhos do que seus irmãos mais velhos!

PNAE: De onde vem a sua inspiração para os textos?

Pedro Bandeira: Não conheço inspiração, só conheço trabalho. Como em meus tempos de jornal, tenho de escrever o tempo todo, pesquisando os assuntos, sondando o gosto do público e trabalhando sem parar. No entanto, se não posso chamar de “inspiração”, o meu amor pela Educação, pelas crianças e pelos jovens eu posso chamar de “motivação”. É isso que me move.

PNAE: Quais premiações que recebeste que gostaria de destacar?

Pedro Bandeira: Prêmios são ofertados por adultos, por “especialistas” em Literatura. Para mim, todos os prêmios que recebi valem bem menos do que receber uma carta ou um e-mail de um pequeno leitor que diz ter começado a gostar de ler a partir da leitura de um livro que eu criei. Este é meu maior prêmio, é por isso que eu escrevo.

PNAE: O que você destaca das séries “Bicho Falante” e Reinações da Garotada”, lançadas pela Tribos Editora?

Pedro Bandeira: Estas duas coleções (24 livrinhos!) foram planejadas para conquistar os alunos do Fundamental 1 para o gosto pela leitura. Foram pesquisados, criados e ilustrados caprichosamente com essa intenção. Tenho certeza de que as crianças vão se divertir muito com essas coleções, desde a pré-escola até o 5º ano.

PNAE: Em relação a parceria com a Tribos Editora, o que você gostaria de dizer?

Pedro Bandeira: Conheci o PNAE pelo ótimo trabalho que esse pessoal desenvolve com meus livros da Editora Moderna. Fui muito bem recebido e creio que ainda teremos muito caminho a percorrer. E será um caminho vitorioso, pode crer!

PNAE: Sobre o trabalho desenvolvido pelo PNAE, levando livros de Pedro Bandeira para bibliotecas de todo o Brasil, o que você tem a destacar?

Pedro Bandeira: Livros podem muito, mas não têm pernas. Sem o trabalho profissional, profundo e incansável desse pessoal, meus livros permaneceriam imóveis e esquecidos como os tijolos de uma parede. Infelizmente, no Brasil as famílias ajudam pouco ou quase nada na formação cultural e educacional de seus próprios filhos. Sem o trabalho de pessoas como estas que desbravam a floresta da incultura brasileira, não haverá esperança para o nosso País.

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